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Sara Beauty

Um blog onde falo sobre diversos assuntos como maquilhagem, beleza em geral, inspirações, etc.

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16
Dez16

A minha experiência do Programa Internacional

 Em setembro, tal como já tinha relatado aqui no blog, fiz um International Program. O tema que eu escolhi foi Reabilitação em Pediatria e o espaço escolhido para o curso foi o Hospital Dona Estefânia, o sonho para quem quer trabalhar na área de Pediatria. Ora já tendo eu estagiado lá em março e adorando a área, inscrevi-me. Por ser aluna da escola organizadora, a Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal, paguei a quantia de 90€ e já incluia o almoço e o transporte para a escola e jantar no dia do encerramento. 

Inscrevi-me porque a área é do meu interesse, o local não podia ser melhor e além disso eu gostava de experienciar ERAMUS, mas por medo e por ser uma experiência cara, porque não o fazer num curto período de tempo (1 semana) e ter uma experiência semelhante. Ora no meio de (nem chegava a) meia dúzia de portuguesas, lá estavam outros estudantes vindos da Filândia, Noruega e Bélgica. O inglês da Sara, já destreinado, saiu um pouco arranhado mas ao longo do dias, o falar em inglês era obrigatório para que ninguém se sentisse excluído e, já no sábado, dava por mim em casa a responder em inglês em vez do português. Começou a ser uma resposta automática.

Ao longo do curso, pude contactar com vários casos de crianças com condições diferentes, contactar com profissionais com muita experiência na área e partilhar pontos de vista com os outros estudantes: qual o tratamento aplicado nos seus países? Seria o Fisioterapeuta ou o Terapeuta Ocupacional a desempenhar aquelas funções?

No meio daquilo tudo, há uma frase de uma professora norueguesa que ainda hoje tenho na cabeça, que dizia basicamente que admirava os profissionais de saúde portugueses, pois nós intervimos com o coração e lá fora é mais à base da cabeça. Ou seja, cá em Portugal, está-se cada vez mais tentar incorporar os utentes nas suas recuperações e faz-se de tudo para que, naquela caso, as crianças tenham o maior conforto e recuperem a sua qualidade de vida.

A partilha de experiências internacionais, o contacto com pessoas com culturas diferentes, com pensamentos e pontos de vista diferente, com técnicas diferentes, abriu os meus horizontes e deixou-me alerta para outras alternativas e novo conhecimento que adquiri graças a esta experiência.

Foi uma experiência muito trabalhosa, sem dúvida, mas no final, não me arrependo de me ter metido nesta aventura onde conheci novas pessoas, passei um bom tempo e ainda permite-me ter equivalência a uma das Unidades Curriculares (menos uma para fazer, yey!). Claro que existem Programas em que podem viajar para o estrangeiro, mas felizmente que me inscrevi neste pois os outros temas não são tão apelativos para mim.

Já alguma vez tiveram uma experiência destas? Gostariam de fazer ERAMUS ou um IP? Contém-me tudo!

26
Set15

Looks de Inspiração para a Universidade

Neste sábado, trago-vos 3 looks que eu usaria para ir para a Universidade porque estão mais dentro do meu estilo e da minha personalidade e também do próprio ambiente da minha universidade. O meu curso é Fisioterapia, o que faz com que eu tenha muitas aulas práticas que requerem equipamento como calções e sutiãs desportivos, ou seja, trocas de roupa, daí também os meus looks serem mais descontraídos (para além de que ando de comboio até ao edifício da minha escola ainda são 10 minutos a pé, pelo que convém ir sempre confortável)! Aqui vamos nós:

 

Look Para Universidade 001

 

 
Look Para Universidade 002

 

 
Look Para Universidade 003

 

 
Para realizar os looks utilizei o Polyvore (o meu perfil aqui) porque, apesar de já conhecer o site, lembrei-me de o utilizar para este post após ter visto a a Marina (visita o blog dela aqui) a fazer o mesmo.
Sei que muitas poderão não gostar destes looks, mas achei por bem realizar os looks segundo os meus gostos e não aquilo que mais se vai usar, para vocês me conhecerem um pouco melhor sobre o meu próprio estilo.
 
Bom fim-de-semana!
06
Set15

A minha organização para as aulas

Organização para as aulas

 Olá! Hoje venho partilhar convosco qual a organização que eu uso para as minhas aulas na Universidade. Tal como provavelmente muitas de vocês têm dúvidas sobre relativamente ao que devem de usar para facilitar a vossa organização e estudo nesta nova etapa, eu também já passei por isso. Primeiro fui usando cadernos mas percebi que rapidamente os gastava, levando-me a estar sempre a comprar cadernos ou então muito carregada. Algures no meio do 1º semestre do 1º ano resolvi adoptar um novo sistema: uso uma recarga de folhas A5 dentro de uma pasta de plástico que é onde eu tiro os apontamentos das aulas e depois, em casa, tenho um dossier de arquivo, com as devidas Unidades Curriculares separadas, para onde eu depois passo a limpo os apontamentos, bem como os power points e outros documentos forncecidos pelos professores (outros imprimo, como é óbvio). Com este método, estou obrigada não só a estudar os apontamentos que eu tiro das aulas quando os passo a limpo como também me permite andar mais leve pois, num curso como o de Fisioterapia em que temos aulas práticas e são necessárias trocas de roupa, por vezes o espaço que sobra na mochila ou mala é pouco.

Dica: Como separadores, optei por usar folhas brancas A4 que eu furo e utilizo etiquetas que colo parcialmente de fora da folha e escrevo o nome da cadeira para me orientar melhor, sendo uma coisa rápida e fácil.

Para muitos, esta organização pode parecer um pouco confusa mas vocês têm de adoptar o sistema com o qual trabalham melhor. Apenas decidi partilhar o meu sistema porque para quem quiser, este pode ser um ponto de partida e, convenhamos que por vezes quando andamos em vários transportes públicos e não dá jeito nenhum andar carregada de cadernos, não é?

Enquanto ao Ensino Secundário e anteriores, eu utilizava cadernos excepto para Matemática A, disciplina para a qual eu utilzava dossier por permitir estar sempre a colocar mais folhas em vez de comprar mais cadernos.

E vocês, qual o sistema que usam? E hoje já saíram as colocações! Ficaram colocadas na opção que queriam? Estão satisfeitas?

02
Set15

Licenciatura de Fisioterapia na ESS-IPS

Sou de Fisio

 Olá meninas! Hoje venho falar-vos um pouco sobre a licenciatura que eu estou a tirar na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal.

Esta licenciatura, tal como a de Enfermagem, tem a duração de 4 anos, sendo que eu vou iniciar este mês o 3º ano.

Uma vantagem que eu acho que a minha instituição tem é que, no 1º ano para além de terem Educação Clínica (mais conhecida como estágio) no final do ano, têm também Visitas de Observação em outubro, pouco depois de terem iniciado as aulas, onde vão a vários contextos clínicos verem o que é que um Fisioterapeuta faz. E porquê é que isto é uma vantagem? Porque permite ver se é realmente este curso que querem ou não e, caso queiram mudar de curso, ainda vão a tempo.

As Unidades Curriculares que eu tive no 1º ano foram: Anatomo-Fisiologia I e II, Epidemiologia, Estudos do Movimento Humano I e II, Fisioterapia Teoria e Prática I e II, História da Fisioterapia, Psicologia do Desenvolvimento, Psicossociologia da Saúde, Comunicação em Saúde, Desenvolvimento Profissional I, Educação Clínica I, Instrumentos de Medida em Fisioterapia e Mobilidade e Função.

Algumas destas UCs são feitas no 1º semestre e outras no 2º semestre. Outro ponto positivo do plano de estudos da instuição que eu frequento é que possui cadeiras práticas logo desde o 1º semestre.

O 1º ano é onde se aprende tudo no geral, sendo que no segundo ano, é tudo já mais direccionado para as grandes áreas da Fisioterapia: Músculo-Esquelética, Cardiorrespiratória e Neurologia. Para além das áreas, existem também UCs focadas nas populações geriátrica (2º ano) e pediatria (3º ano).

As UCs que eu tive enquanto frequentei o 2º ano foram: Desenvolvimento Profissional II e III, Fisioterapia Teoria e Prática III e IV, Fisioterapia em Condições Cárdio-Respiratórias, Fisioterapia em Condições Ortopedia e Traumatologia, Fisioterapia em Condições Músculo-Esqueléticas I e II, Ortopedia e Reumatologia, Patologia Cárdio-Respiratória, Prática Baseada na Evidência, Educação Clínica II, Educação para a Saúde, Fisioterapia em Condições Neurológicas II, Geriatria e Gerontologia e Neurologia.

Dentro dos semestres, têm ainda os módulos, o que faz com que, por exemplo, no 1º semestre do primeiro ano têm o módulo 1 e 2 e, dentro do módulo 1 são leccionadas cinco disciplinas do total de sete que são dadas no 1º semestre. Algumas UCs podem transitar para o módulo seguinte.

Mas para saberem mais do plano de estudos, nada melhor que consultarem o site da ESS-IPS aqui.

Em relação às proprinas, pagam 900€ anuais que podem optar por pagar em 10x 90 euros, o que permite aliviar a carga económica de muitas famílias, sendo que esta instituição é das que tem as propinas mais baixas do país. A nível de transportes, a Linha do Sado da CP leva-vos diretamente ao politécnico! Tudo o que têm de saber é que têm de sair na última paragem, não há que enganar (Praias-do-Sado A). Tendo em conta que a CP faz desconto estudante de 25% mesmo para os que não têm Bolsa de Estudo, torna o passe mais barato, por exemplo, 3 zonas fica a 32€ em vez dos 42€. Se tiverem Bolsa de Estudo, fica cerca de 17 euros.

Penso que as informações mais importantes encontram-se neste post! Caso tenhas alguma dúvida, podes deixar um comentário neste post ou então pelo email que está na barra lateral. :)

22
Ago15

A minha experiência na Universidade: As Praxes

A minha experiência na Universidade

Setembro está a chegar e com ele as colocações no Ensino Superior. Por esta razão, achei por bem partilhar convosco a minha experiência no Ensino Superior, principalmente as praxes.

Eu entrei para o Ensino Superior no mesmo ano em que ocorreu a tragédia do Meco. Claro que, quando isto se passou, o ano letivo já tinha começado para mim bem como as praxes. Moro no distrito de Setúbal e fiquei colocada na minha primeira opção, Fisioterapia, na Escola Superior de Saúde do Instituto Politécnico de Setúbal, não ficando por isso deslocada. Comida? Levava-a já feita de casa e quando chegava ao IPS era só aquecer só que eu não sabia onde eram os microondas, o que me levou a comer a comida fria por um ou dois dias. Após começar a integrar-me na turma, comecei a conhecer pessoas, a conhecer melhor o edifício em si e acabei por descobrir os microondas. Até aqui, tudo bem! Mas foi por volta da segunda semana de aulas que tudo começou, as praxes. 

No meu primeiro dia de praxes, os trajados não estavam autorizados a mandarem-nos fazer atividades que fizessem com que ficassemos sujos pelo que cantámos, jogámos e foi tudo muito engraçado! Segundo e último dia de praxes: o terror. Neste dia, tivémos praxes antes e depois das aulas, chovia torrencialmente e por vezes, lá se fazia um clarão e depois o som de um trovão. O dia começou logo com várias granadas (o objetivo é saltar bem alto enquanto gritam "BOOM" e deixarem-se cair no chão e só nos levantamos quando essa ordem surgir), flexões, insultos, canções, seguidos de aulas e, na hora de almoço, mais praxes, ou seja, mais granadas, mais flexões, mais "tá de quatro", mais de tudo. No início da tarde lá fui eu e mais alguns colegas ter Anatomia e Fisiologia, uma das disciplinas mais importantes da licenciatura pois é a base de tudo, pelo que não quis faltar. Depois de Anatomia, Psicologia do Desenvolvimento, no qual os alunos presentes queriam manter-se na sala de aula, em vez de ficarem contentes pela aula ter terminado mais cedo. A professora percebeu a razão e, quando saiu da sala (sendo ela anti-praxe), foi reclamar com alguns trajados, o que levou a que ocorressem retaliações. Após ter sido feita de parva tantas vezes, após um esforço físico enorme e após estar completamente encharcada e com a perceção que ia cair para o lado a qualquer momento, fui ter com uma trajada referindo que não me estava a sentir bem, tinha frio e que provavelmente estava com febre, ao que a menina me respondeu: "não tem um casaco? Então vista-o!". E assim o fiz. Não muito tempo depois, resolvi que para mim acabou. Cansaço físico associado ao facto de eu ser muito sensível emocional e psicologicamente, fez que me sentisse ainda mais esgotada que antes, começando a chorar e, quando me perguntaram se eu estava bem, eu disse que ia desistir que não estava para aquilo. Chega outra menina que me disse algo que eu nunca mais vou esquecer, uma coisa do género "se não aguentas as praxes, como é que estás à esperar de aguentar a vida profissional onde te vão ser exigidos os mesmos esforços que estás a fazer aqui?". Ora desculpem lá, e eu aceito perfeitamente as pessoas que são todas a favor da praxe, nada contra pois temos o direito de gostar de coisas diferentes! MAS, desde quando uma pessoa é menos profissional ou está menos preparada para enfretar a vida que segue após a universidade? Desde quando é que frequentar a praxe nos torna melhores profissionais? A resposta é: desde nunca. Existem excelentes profissionais que nunca passaram pelas praxes e isso não os torne piores que os outros. Para mim esta afirmação foi a gota de água. 

Quando estava prestes a me vir embora, houve um vetereno (aluno do 3º ano ou com 3 matrículas) que veio falar comigo e convenceu-me a ficar, a pousar os meus pertencentes e a regressar para as atividades. Com um pé atrás, decidi dar mais uma oportunidade a esta parte da vida académica.

Para tornar o meu regresso em grande, vamos lá a mais uma granada, mas desta vez aquática! Ou seja, havia uma poça de água consideravelmente profunda (cobria mais que a minha sola dos ténis, tendo para aí um 3cm de profundidade e vamos lá saltar para dentro de água, estando a chover torrencialmente! Como se não bastasse, os senhores trajados andavam a chapinhar ao pé de nós e, enquanto eles andavam sequíssimos, eu pelo menos tinha até a minha roupa interior encharcada. 

Acabei este dia horrível de praxe e fui apanhar o comboio (que é o meu meio de transporte). Uma vez que tinha o casaco todo sujo de ketchup, banha de porco pobre, ovos, farinha e completamente encharcado resolvi tirá-lo pois não queria sujar o comboio, ficando de mangar curta. Uma trajada que eu julgo ter sido da Escola de Educação, ofereceu-me a sua capa para eu ficar minimamente quente pois estava de tal maneira que os meus dentes não paravam de bater enquanto que uma colega sua ofereceu a capa dela para colocarmos no banco do comboio para nos sentarmos sem molharmos os assentos. Durante a viagem, mandei uma mensagem à minha mãe a pedir para me ir buscar à estação e levar um casaco quente, o que ela fez. Quando sai da estação e vi a minha mãe e a minha irmã à minha espera, foi o momento em que me senti a quebrar, a tirar a máscara de quem estava a gostar de estar daquelas "atividades" e comecei a chorar. Chorei o caminho todo até casa, onde tive um ataque de pânico após tomar banho e ver os hematomas que eu tinha no meu corpo, principalmente nos joelhos e nos cotovelos. Quando consegui acalmar-me, comecei a discutir com a minha família a hipótese de abandonar as praxes, as quais decidi frequentar para poder trajar, nunca tive interesse em praxar. A minha família apoiou-me e, começando a pesquisar, descobri que existe um decreto de lei que, muito resumidamente refere que qualquer pessoa que frequente o ensino público pode trajar, o que eu irei fazer com todo o gosto pois o traje é um traje académico e não um traje praxístico, tendo como objetivo mostrar ao resto das pessoas o orgulho que temos da nossa instituição. Caso ainda não tenham percebido, no IPS, quem não frequentar as praxes não pode trajar.

Como referi em cima, foi neste ano que a tragédia do Meco aconteceu e percebe-se perfeitamente que ocorreu uma mudança no tipo de praxes feito na instituição que eu frequento, ficando muito mais "leves". Mas se estou arrependida de ter saído? Não.

Para finalizar este longo post, só quero dizer que cabe a TI e somente a TI decidires se queres ou não frequentar este tipo de atividades. Se não quiseres? Não te preocupes! As praxes ocorrem no primeiro mês do ano letivo do 1º ano e depois só ocorre uma vez por mês, sendo as famosas "as quintas negras", e não é por este tempo que não irás fazer amigos. Se quiseres? Força nisso! Nem todas as universidades funcionam da mesma maneira e, como já referi, ocorreu uma grande mundança após a tragédia. Se tens dúvidas? Experimenta, se gostares, permaneces, se não desistes. Nunca te esqueças que és livre de desistir quando quiseres!

Este post foi feito com o intuito de mostrar uma experiência que eu não vejo muito nos blogs, o que é bom, o que significa que tiveram experiências positivas nas praxes. Não quero incentivar ninguém a desistir das praxes se é isso que querem fazer, nem nada do género. É a minha experiência que, apesar de tudo, penso ter sido positiva pois aprendi quais são os meus limites que não vale a pena por nada deste mundo sentir-me rebaixada a uma barata. 

Novamente: se me arrependo da decisão que tomei de abandonar as praxes? Vou agora para o 3º ano e posso assegurar que nunca me arrependi, olho para trás e fico muito contente com uma atitude que eu considero ter sido uma atitude de coragem.

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